segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ilha Eynhallow, a ilha que só pode ser visitada uma vez por ano

Eynhallow é uma pequena ilha de menos de 900 metros de extensão em Órcadas, um arquipélago localizado ao norte da Escócia. Abandonada desde o século XIX, esta pitoresca ilha poderia até passar sem grande destaque, mas se tornou um marco na região por só estar acessível uma vez por ano.
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Eynhallow significa ‘ilha sagrada’ em norueguês arcaico e, embora esteja a apenas 500 metros de distância de Mailand – a principal e maior ilha do arquipélago – as correntes são tão fortes que ninguém pode atravessar. A única oportunidade de pisar no lugar é em um único dia no Verão, quando a Orkney Heritage Society organiza uma visita.
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Ironicamente, o nome da ilha não a impediu de ser acometida por uma ‘tragédia’ e foi justamente isso que originou seu total abandono. Em 1851, a morte de quatro famílias que moravam lá, levou à evacuação da ilha.
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Mais tarde descobriram ter sido um surto de febre tifoide. O poço da ilha foi contaminado e poluiu o abastecimento de água. Após o surto, e para tornar as casas inabitáveis, os telhados foram retirados. Foi só então que ficou claro que a antiga igreja estava no cerne do complexo.
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Construída com um design românico, a igreja possui uma nave retangular, que se abre na extremidade leste em uma capela retangular. No extremo oeste havia uma varanda quadrada que, sugere, poderia ser realmente os restos das paredes inferiores de uma torre. As portas estreitas permitem o acesso ao interior.
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* Imagens: Geograph / Wikimedia Commons
Fonte: http://nomadesdigitais.com/ilha-esquecida-e-iconica-que-so-pode-ser-visitada-uma-vez-por-ano/

sexta-feira, 7 de julho de 2017

La Casa Azul revela o mundo colorido de Frida Kahlo no México


 La Casa Azul foi mantida exatamente como foi deixada por Frida e Diego | foto: Ivy Abujamra

La Casa Azul era a casa dos pais de Frida Kahlo, no bairro de Cocoyacán, Cidade do México. Mais tarde, virou a residência de Frida Kahlo e de seu marido, o muralista e pintor Diego Rivera.
Lá eles viveram de 1929 a 1954. Depois da morte de Frida, o lugar virou o Museu Frida Kahlo e é um dos pontos mais visitados do México.
Não é para menos, a Casa Azul foi mantida exatamente como foi deixada pelo casal. Super organizada, limpa e bem cuidada. Lá voce tem acesso praticamente à vida de Frida e Diego.

La Casa Azul - Frida Kahlo - MexicoDepois da morte de Frida, o lugar virou museu | foto: Ivy Abujamra

Tá tudo intacto, as tintas, as cartas de amor, os livros, os quartos, o escritório onde pintavam, a cadeira de rodas de Frida….tudo.
No quarto de Frida, depois do acidente que a deixou imóvel durante anos, voce pode ver o espelho que foi colocado em cima da cama da pintora pra que ela pudesse pintar deitada.
Ela nunca parou de pintar. E guardava suas tintas em frascos de perfume, uma delicadeza. Da para sentir o ar artístico em cada cantinho, literalmente. Tudo pela casa tem uma pintura, um desenho, uma foto, um poema, uma cor.
Aliás, uma curiosidade que aprendi lá: o azul mais lindo que tem na fachada da casa e em todas as paredes, é chamado de “Azul Frida Kahlo”. E não existe pantone exato dessa cor, e nunca terá. Voce pode até se aproximar, mas a cor exata é de propriedade da artista.


A cor da fachada e das paredes da casa tem o nome de “Azul Frida Kahlo” | foto: Ivy Abujamra

Se visitar o Museu Frida Kahlo, não deixe de ver o documentário contando toda a história da vida do casal, principalmente a de Frida, com entrevistas exclusivas com a filha de Diego e a sobrinha de Frida, que viveram pelos corredores da casa durante muitos anos, além de depoimentos de curadores e amigos do casal.
Todas as polêmicas estão retratradas no video: os amantes de ambos, as idas e vindas, a bissexualidade de Frida, o envolvimento com a política, tudo.
Se voce for ao México, não deixe de ir ao Museu. Mesmo quem não for fã da pintora vai se encantar com a cores do lugar! Vale cada minuto na Casa Azul.
Saiba mais sobre o Museu Frida Kahlo: museofridakahlo.org.mx

terça-feira, 4 de julho de 2017

Fomentera, uma pequena joia no Mediterrâneo



Com 82 quilómetros de praia, a ilha tem uma completa e variada oferta de praias, consideradas por muitos como as mais belas do Mediterrâneo.

Formentera é conhecida como o último paraíso do Mediterrâneo por ter sabido conjugar o turismo com a proteção do meio ambiente. A luta de várias gerações de habitantes locais tornou possível a conservação de uma ilha cujas praias de águas cristalinas e o clima fazem dela uma pequena joia do Mare Nostrum.

Só se consegue chegar a Formentera de barco vindo de Ibiza. Esta inacessibilidade transforma-a num local tranquilo para fugir do stress e da massificação. Pode desfrutar da ilha passeando em bicicleta ou banhando-se nos seus mais de 20 km de praias de areia branca e águas de infinita transparência, onde é possível praticar todo o tipo de desportos náuticos. O segredo da existência de um mar cristalino e das extensas praias de Formentera, que a diferenciam do resto do Mediterrâneo, é a pradaria de Posidonia que rodeia a ilha, uma depuradora natural que limpa a água e permite a sedimentação da areia no litoral. Um autêntico bosque submarino, que foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1999. 



O sucesso turístico da ilha, amada tanto por residentes como por visitantes, assenta no facto de ainda ser possível encontrar algo de diferente em Formentera. A diferença é marcada pelo respeito pela Natureza, a sobrevivência da sua própria cultura e a visão de conseguir a exclusividade através da proteção do meio ambiente.

Outros fatores de diferenciação em Formentera são a liberdade e a sua luminosidade, que se converteram, desde os anos 70, em atrativos para artistas e artesãos que, hoje em dia, fazem parte do património diferencial da ilha. O seu design de roupa, acessórios e joias, ou as suas obras de arte, funcionam como poderosos chamarizes de Formentera.

Enseada em Formentera




 

Enseadas e recantos isolados


Formentera é a mais pequena ilha habitada do arquipélago das Baleares. Está situada a sul de Ibiza e, embora seja uma ilha pequena, a sua forma recortada faz com que possua uma grande extensão de costa (82 km) proporcionalmente à sua superfície. Ao longo da mesma existem várias praias, de grande e pequena dimensão, e numerosas pequenas enseadas e recantos isolados onde pode perder-se, como, por exemplo, as piscinas naturais, a povoação de San Agustín de Es Caló, a zona de Migjorn...

Apesar de pequena, é acessível e cómoda. Pode percorrê-la em bicicleta pelos seus caminhos verdes, bosques de pinheiros e sabinas-da-praia, pelas suas salinas e pelo interior rural. Para trajetos mais longos pode utilizar um automóvel ou uma moto. 


A ilha de Formentera destaca-se pela sua enorme beleza ambiental e pela paisagem – ainda selvagem – de dunas e praias, conservadas em excelente estado. Ao desembarcar em Formentera, respira o ar de paz e da tranquilidade que a caracterizam e a convertem num lugar diferente. Em seguida, será atraído pelas suas águas únicas, graças à sua transparência e à cor turquesa inigualável que evocam latitudes tropicais.   



Praias de sonho


Formentera oferece mais de 20 km de praias de areia branca e águas transparentes com combinações surpreendentes de azul. Na ilha, pode encontrar desde a típica pequena enseada isolada às praias de sonho, podendo desfrutar em todas elas de grande tranquilidade e paz, num ambiente natural e protegido das grandes multidões.

Se existe algo que torna a Formentera diferente dos outros destinos mediterrânicos é a beleza do seu litoral e a ausência de construção na maior parte da costa. A aposta de várias décadas num desenvolvimento sustentável permite, hoje em dia, usufruir de praias de beleza paradisíaca, mas com todos os serviços e toda a segurança de um destino ocidental.

Es Cavall d’en Borras
É a praia mais próxima do porto de La Sabina, acessível a pé ou de bicicleta, ao longo da costa. Tranquila, de águas cristalinas e com vista para o porto, para Es Vedrà e para os veleiros e embarcações ancorados em frente, na parte posterior encontra-se um belo bosque de sabinas-da-praia, onde se pode proteger do sol nas horas de calor mais intenso.

Es Caló
Pequeno recanto de pescadores, onde é possível saborear o mar num ambiente marinho. A praia é pequena, podendo ver-se as falésias de La Mola do lado direito.

Llevant
Praia muito extensa e bastante movimentada, devido ao seu comprimento, é possível encontrar sítios mais tranquilos e isolados, não faltando, naturalmente, os restaurantes e os bares de praia. A sua proximidade de Illetes permite percorrer a pé todas as praias existentes a norte da ilha.   



S’alga (Espalmador)
Uns escassos 150 metros separam a ilha de Formentera da de Espalmador. Apesar do tamanho reduzido – três quilómetros quadrados –, esconde inúmeras maravilhas no seu interior.

Ses Platgetes
Zona de praias de areia fina e branca situada na continuação de Es Caló, em combinação com afloramentos rochosos baixos.

Illetes
As praias de Illetes, situadas no ponto mais a norte da ilha e mais próximas de Espalmador (a escassos 150 metros), são as mais visitadas e concorridas pelos turistas.

Caló des Mort
Maravilhoso recanto de Formentera para um banho, com o mar no horizonte como única testemunha da beleza da paisagem, rodeado por falésias baixas na parte posterior e algumas cabanas de pescadores.

Es Pujols
Magnífica praia situada na zona turística de Es Pujols, onde pode encontrar todos os serviços: alojamento, compras, restaurantes e desportos náuticos.

Migjorn
É uma das maiores da ilha, já que a sua extensão de areia cobre grande parte da costa sul da ilha, quase desde La Mola até Es Cap de Barbaria.

S’arenal
Praia de areia misturada com pequenas conchas arrastadas pelo mar e uma ondulação suave, que a diferenciam das outras praias de Formentera.

Sa Roqueta
Pequena enseada entre as praias de Es Pujols e de Llevant, com a ilha de Ibiza ao fundo.

Cala Saona
Esta pequena praia, apesar da pequena extensão, é uma das mais belas que se podem visitar. A sua tranquilidade e beleza característica fazem desta pequena enseada um local de visita obrigatória para o turista.  



O que visitar



Igreja de São Francisco Xavier   

O aspecto deste templo é sóbrio e a grossura dos muros relembra a sua função de fortificação contra as invasões. A igreja foi concluída em 1738 e situa-se na capital da ilha, em frente à câmara municipal.

Igreja de São Francisco Xavier

Sa Tanca Vella   

Construída na segunda metade do século XIV, sob o patronato de São Valério, esta capela é de dimensão pequena e está coberta por uma abóbada de canhão. Está situada na povoação de São Francisco Xavier e, desde 1986, é propriedade municipal.

Sa Tanca Vella


Farol de Cap de Barbaria   

Fica no extremo sudoeste da ilha, visitado por muitos turistas e cinéfilos.

Farol de Cap de Barbaria


Castelo Romano de Can Blai  

Dispõe de uma planta retangular com cinco torres nas esquinas e outra adicional na porta de acesso. A sua localização ao quilómetro 10, entre La Sabina e La Mola e numa zona elevada, revela ser interessante para os seus habitantes no sentido de controlar toda a costa.

Castelo Romano de Can Blai

Moinho de La Mola 

Data de 1778, atualmente, não só conserva o aspecto original, como também a sua missão, uma vez que a maquinaria funciona como o fazia há séculos. 



Jazigo megalítico de Ca na Costa   

Datado entre os anos 2000 e 1600 a. C., é um jazigo importante, que demonstra a presença humana na ilha desde épocas muito remotas. O recinto está bem construído e consta de uma câmara sepulcral, um corredor de acesso e uma estrutura exterior de fortes concêntricos.

Jazigo megalítico de Ca na Costa  

Outras visitas de interesse


 

Farol de La Mola
Monumento dedicado a Júlio Verne. Fica no fim da autoestrada, depois da povoação Del Pilar de la Mola.

Povoado megalítico de Cap de Barbaria
Os jazigos arqueológicos de Cap de Barbaria demonstram que a ilha esteve habitada desde o ano 2000 a. C.
Tratam-se de três jazigos diferentes, que contribuíram para descobertas significativas, tais como cerâmicas, ossos e uma peça de bronze.

Cami de Sa Pujada
Caminho em calçada que permite desfrutar de uma paisagem espetacular, desde Es Caló até ao miradouro.

Torres Defensivas
Formentera conta com cinco torres defensivas que alertavam a população da ilha para eventuais ataques de piratas.

Torre de Sa Guardiola
Espalmador

Torre Des Garroveret
Cap de Barbaria

Torre Des Pi Des Catala
Es Pi Des Catala

Torre Sa Gavina
Punta Sa Gavina

Torre Punta Prima
Punta Prima


sábado, 1 de julho de 2017

Polícia Federal suspende emissão de passaportes

Quem solicitar a emissão do passaporte brasileiro na Polícia Federal não terá certeza sobre o prazo da entrega


A Polícia Federal (PF) suspendeu a emissão de novos passaportes no país por falta de recursos monetários para atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagens. A medida foi tomada às 22h da noite desta terça-feira (27) e ainda não há previsão de retorno.
Segundo a nota publicada pela PF, os usuários que foram atendidos nos postos de emissão até terça-feira receberão seus passaportes normalmente. Aqueles que solicitarem um novo passaporte a partir desta quarta-feira devem estar cientes da falta de prazo de entrega.
“O agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da PF continuarão funcionando normalmente. No entanto, não há previsão para entrega do passaporte solicitado, enquanto não for normalizada a situação orçamentária”, diz o comunicado emitido pelo órgão na noite desta terça.
A instituição revelou através da nota que os gastos com os serviços que envolvem a elaboração dos passaportes chegaram ao limite imposto pela Lei Orçamentária da União e que sem o dinheiro não é possível fazer um contrato de renovação. “Sem a previsão orçamentária, fica difícil a renovação de contratos e convênios. Foi o que ocorreu nesse caso.”
Ainda de acordo com a nota, PF está acompanhando o caso junto ao governo federal para resolver o problema.
Não é de hoje que a emissão de passaportes brasileiros é prejudicada. Além dos atrasos de entrega, outros problemas envolvendo falta de matérias primas e quebras de maquinários são recorrentes.
Desconsiderando os problemas recentes, os passaportes brasileiros (ICAO) cor azul normalmente tem prazo de entrega de até 6 dias úteis com taxa de confecção de R$275,25. A validade do documento hoje é de 10 anos para adultos a partir dos 18 anos.

Fonte: http://viagemeturismo.abril.com.br/materias/policia-federal-suspende-emissao-de-passaportes/


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Curiosidades sobre a Cidade do Cabo, África do Sul

Esquina dos oceanos



A grandiosidade do cenário marca o encontro dos gigantes Índico e Atlântico (Crédito: Johnny Mazzilli)

A Table Mountain é onipresente na paisagem da Cidade do Cabo (Crédito: Johnny Mazzilli)

Loja de instrumentos de percussão na região central da Cidade do Cabo (Crédito: Johnny Mazzilli)

Cais nos arredores de Fish Hoek, subúrbio litorâneo integrado ao município no ano 2000 (Crédito: Johnny Mazzilli)

Adega da vinícola Steenberg, em Constantia Valley, área conhecida pela produção de vinhos (Crédito: Johnny Mazzilli)

Formações rochosas semelhantes à Table Mountain, típicas da região (Crédito: Johnny Mazzilli)

King Protea (Protea cynaroides), a flor símbolo da África do Sul (Crédito: Johnny Mazzilli) 


Loja de artesanato local no centro da cidade (Crédito: Johnny Mazzilli)

Encravada praticamente no encontro dos oceanos Atlântico e Índico, a Cidade do Cabo (Cape Town, em inglês) é um lugar ímpar, de geografia única e clima com humores muito próprios – e rigorosos. Segundo centro urbano da África do Sul, atrás apenas de Johannesburgo, ela foi fundamental como ponto de parada no ciclo das grandes navegações europeias e, mesmo sendo superada economicamente pela rival do interior, mantém sua importância como sede do Parlamento Nacional. Ecos dos velhos tempos de trânsito dos navegadores ainda se manifestam na atração que a cidade exerce sobre migrantes e expatriados, o que a torna uma das mais multiculturais do mundo.

A região onde hoje está a cidade já era conhecida dos europeus no século 15. Em 1486, o explorador português Bartolomeu Dias contornou o cabo que denominou das Tormentas (cerca de 50 km ao sul), o ponto onde os navios que vêm do Atlântico rumo às Índias passam a navegar no sentido leste. Em 1497, outro português, Vasco da Gama, passou por ali em sua viagem rumo às Índias Orientais (quando o acidente geográfico já havia sido renomeado como Cabo da Boa Esperança). No século seguinte, lusitanos, franceses, holandeses, ingleses e dinamarqueses usaram a área como ponto de parada nas longas viagens entre a Europa e as Índias.

Nessas paradas, trocavam tabaco, ferro e cobre por carne fresca trazida pelos habitantes locais, da tribo khoikhoi. A colonização daquelas terras começou de fato em 6 de abril de 1652, com a chegada de uma frota da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais comandada por Jan van Riebeeck. Ele estabeleceu ali o primeiro assentamento europeu permanente e o primeiro porto, vital às viagens dos navios holandeses que iam e vinham das Índias Orientais. O porto foi o mais importante elemento propulsor do desenvolvimento na região. Durante a Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, a Holanda controlou a Cidade do Cabo (denominada Kaapstad no idioma africâner, de origem holandesa, falado pelos colonos).

Mas a França a ocupou diversas vezes, sem protegê-la adequadamente. Aproveitando-se da situa­ção, a Inglaterra tomou o território em 1795. Um tratado assinado em 1803 determinou que a cidade voltasse ao comando holandês, mas apenas três anos depois a Inglaterra voltou a invadir o local, ocupando-o definitivamente. Um novo tratado, firmado em 1814, declarou que a Holanda cedia permanentemente a cidade ao domínio britânico. A partir desse momento, a Cidade do Cabo passou a ser a capital da Colônia do Cabo, território ultramarino do Reino Unido. 

Rivalidade interna


A Cidade do Cabo foi, por muitos anos, maior que Johannesburgo. Esse quadro mudou em 1886 com a chamada febre do ouro de Witwatersrand. Baseada em boatos originados no folclore local, a corrida ao metal causou um súbito e desordenado fluxo humano maciço para Johannesburgo, que assim se tornou a cidade mais populosa e importante da África do Sul. Mas a Cidade do Cabo nunca perdeu sua relevância e permanece hoje como o segundo mais destacado centro político, econômico e cultural do país, além de ser uma atração turística superlativa.

A posição da cidade como ponto de parada entre dois oceanos, na qual conviveram europeus, africanos nativos e orientais (os colonizadores holandeses trouxeram malaios como escravos), deu à sua população características peculiares. A maioria é de mestiços (42,4%, em um levantamento de 2011), seguidos por negros africanos (38,6%), brancos (15,7%) e indianos/asiáticos (1,4%). O fim do apartheid, o regime de segregação racial que vigorou na África do Sul entre 1948 e 1994, trouxe mudanças substanciais nesse perfil populacional: em 1944, os brancos (originários não apenas de holandeses e ingleses, mas também de alemães e franceses) eram 47%, os mestiços somavam 46%, 1% tinha origem asiática e menos de 6% eram negros africanos.



Esse caldo racial proporciona uma experiência rara, visível nos diversos cantos da cidade em que predomina uma ou outra parcela e em áreas nas quais a mistura é a característica mais marcante. Outra marca da peculiaridade local é o clima da região, que muda com rapidez desconcertante. Em poucas horas, um dia ameno e luminoso pode se converter em uma tarde escura, fria e tempestuosa – e vice-versa. Vivi um pouco dessa experiência ao visitar um dos cartões-postais da cidade, a icônica Table Mountain (Tafelberg, em africâner), uma montanha de cume amplo e plano que se eleva a 1.084 metros acima do nível do mar, formando um grande contraforte logo atrás da área urbana central.

Quando cheguei aos pés da imponente montanha, num dia cinzento de vento forte, marcado por chuva fraca e intermitente, avistei um bondinho regressando do topo, balançando suspenso em seus grossos cabos. Algo apreensivo, logo me imaginei naquela situação. Mas antes mesmo que o chacoalhante teleférico chegasse à sua base, fui informado de que as subidas estavam canceladas até a melhora do tempo. O jeito foi regressar à cidade e explorar seu agitado centro. Lá, o clima começou a dar mostras de que ia melhorar e, à tarde, o sol apareceu, prenunciando um dia seguinte quente e luminoso.

As águas da baía à frente do centro da cidade, a Table Bay, e da localizada ao sul, a False Bay, são frequentadas por bandos de focas, que se refestelam nos recifes de olho nos enormes e famintos tubarões-brancos, sempre à espreita. O mar é perfeito para a prática do surfe, e como a presença constante dos gigantes brancos não servia para afugentar surfistas e banhistas, tragédias aconteciam ocasionalmente. Foi criado então um plano de monitoramento constante, com helicópteros que sobrevoam as praias, avistando os tubarões e alertando banhistas e surfistas para que permaneçam nas áreas seguras, próximas à praia. Com isso, caiu para perto de zero o número de mortes causadas por ataques dos tubarões. 

Fartura vegetal


Para quem gosta de natureza, a área da Cidade do Cabo é uma preciosidade. Partes do seu território integram a Região Floral do Cabo, inscrita em 2004 na lista do Patrimônio Mundial da Unesco pela biodiversidade extremamente rica. Novas espécies de plantas são descobertas frequentemente na área. Um parque nacional, o Table Mountain, foi estabelecido em 1998 para proteger o meio ambiente da área (cobrindo a península que vai da Table Mountain ao Cabo da Boa Esperança), em especial os típicos arbustos fynbos. Sozinha, a montanha-ícone da cidade tem 2.200 espécies de plantas. O Kirstenbosch National Botanical Garden, criado em 1913 nas encostas da Table Mountain para promover e conservar a vegetação do país, abriga mais de 7 mil espécies de plantas nativas.

O clima especial da região da Cidade do Cabo também favoreceu suas vinícolas, que há séculos produzem vinhos de ótima qualidade. Ainda nos primeiros tempos da colonização holandesa, vinhas europeias foram levadas para lá e plantadas ao redor da área urbana. O vaivém de viajantes entre a Europa e as Índias proporcionou um fluxo de pessoas e conhecimentos que impulsionou, entre outras coisas, o desenvolvimento precoce da viticultura. Dessa forma, costuma-se dizer, no mundo do vinho, que a África do Sul é o velho mundo do novo mundo (“novo mundo”, no caso, são todos os lugares que produzem vinhos além da Europa: Américas, Ásia, África e Oceania).

Mas o mercado global demorou a descobrir os vinhos sul-africanos. Durante a época do apartheid, havia uma cooperativa governamental que exercia monopólio estatal dos vinhos e os desviava para consumo da burocracia do regime, liberando para o mercado externo apenas os vinhos de má qualidade. Com o fim da segregação racial, esse cenário mudou rapidamente e a África do Sul entrou para o mapa dos grandes produtores mundiais. Um dos destaques nessa produção é Constantia Valley, um rico subúrbio cerca de 15 quilômetros ao sul do centro da cidade. Nessa área de geografia privilegiada e clima moderado, hoje mundialmente reconhecida por seus vinhos, há dezenas de vinícolas de pequeno e médio porte em meio a vinhedos a perder de vista.

Essa malha de viticultura atraiu investimentos em hotelaria e gastronomia, e a região se tornou um importante polo turístico – muitas vinícolas locais agregaram em suas estruturas hotéis, restaurantes e spas. Em várias delas, árvores nativas cercam os vinhedos para protegê-los dos ventos fortes e que surgem de repente. Como se vê, as colisões de correntes de ar que viajam sobre os oceanos Atlântico e Índico, temor dos navegantes do passado, já não causam tantos estragos hoje em dia.

Ilha-Prisão


Entrada do antigo presídio: hoje, atração turística (Crédito: Johnny Mazzilli)

A Cidade do Cabo abrigou muitos líderes de movimentos antiapartheid sul-africanos. Na Ilha Robben, a 10 km da costa da cidade, havia uma temida prisão para presos políticos, onde estiveram confinados alguns dos mais proeminentes ativistas, como Nelson Mandela. Num dos momentos mais célebres do final do odioso regime, Mandela fez, da varanda da Câmara Municipal da Cidade do Cabo, em 11 de fevereiro de 1990, seu primeiro discurso público como um homem livre, horas depois de ter sido libertado após 27 anos preso na ilha. Seu discurso marcou o início de uma nova era para o país, e as primeiras eleições livres foram realizadas quatro anos depois, em abril de 1994.

Fonte: http://www.revistaplaneta.com.br/esquina-dos-oceanos/

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ilha flutuante sustentável criada por um casal, um pequeno paraíso

Casal cria ilha flutuante totalmente sustentável e vive em 'pequeno paraíso' há 24 anos


Artistas montam, em 12 plataformas conectadas, estrutura necessária para viver em total contato com a natureza

Cansados da vida da cidade, um casal de artistas canadenses apaixonados por natureza decidiu, há 24 anos, "largar tudo" e ter uma vida sustentável. Wayne Adams e Catherine King encontraram, em uma baía próximo à Vancouver Island, no Canadá, o espaço que precisavam para começar uma nova história, que hoje serve de exemplo pra várias pessoas que querem viver uma vida mais "natural".


Ilha flutuante foi montada sobre 12 plataformas perto de Vancouver Island, no Canadá (Foto: Divulgação/Freedom Cove)

Foi assim que, em 1992, eles criaram o Freedom Cove, um pedacinho de paraíso montado por 12 placas flutuantes que, conectadas, sustentam a casa deles, uma estufa para a plantação de alimentos, um farol e um estúdio de dança. Wayne, que é escultor, e Catherine, bailarina, transformaram o espaço em um local de conexão das artes com a natureza. Conheça um pouco da vida deles no pequeno documentário (em inglês) "Off the Grid on a Homemade Island":

Para construir uma nova vida - de fato, os dois tiveram dois filhos na ilha - o casal montou uma estrutura impressionante. Os alimentos vêm das hortas ou do mar, a energia vem de painéis solares e da água da chuva que eles armazenam. Para aguentar o inverno, aquecedores que também funcionam com energia solar foram montados, para evitar que lenha tivesse que ser cortada da natureza.

Hoje em dia, a dupla também recebe visitantes e vende obras de artesanato e apresentam Vancouver Island para turistas apaixonados por esportes e natureza. O dinheiro é usado para arcar com alguns custos de manutenção da ilha.


Casa mistura artes e natureza em espaço totalmente sustentável (Foto: Divulgação/Freedom Cove)



terça-feira, 20 de junho de 2017

Dicas para uma experiência incrível na Amazônia

Uma das sete novas maravilhas da natureza, Amazônia é um dos melhores para quem quer uma experiência incrível como turista

O contato com as belezas naturais da Amazônia é uma fantástica experiência para turistas nacionais ou estrangeiros, não é à toa que o local se consagrou como uma das sete novas maravilhas da natureza.

A exuberância natural desse paraíso convive com a beleza arquitetônica da cidade de Manaus, conhecida como a Paris dos Trópicos. A oportunidade de conhecer o modo de vida dos ribeirinhos, dos índios e do restante da população local tem um valor único para quem visita a Amazônia. Confira agora algumas dicas de viagem e aproveite o máximo da Amazônia!

 
 A Amazônia tem várias opções para quem quer curtir uma viagem diferente (Foto: Shutterstock)

Organize os itens essenciais para uma grande aventura


Para embarcar nessa aventura, primeiro é preciso organizar os itens da bagagem, certo? Veja o que não pode faltar na sua mochila: protetor solar, chapéu ou boné, óculos de sol, capa de chuva (se for época de inverno) repelente contra insetos, remédio para enjoo (para passeios de barco), um pequeno kit de primeiros socorros com ataduras, pomadas, analgésicos, entre outros produtos que você costuma utilizar em caso de necessidade, e, claro, roupas apropriadas.

Você vai querer caminhar, fazer trilhas na floresta, entrar nas embarcações para ver os jacarés, então, prepare-se para se vestir como um autêntico Indiana Jones brasileiro. Selecione roupas de tecido leve: calças e blusas de manga comprida, para ficar bem protegido. Para os pés, use tênis ou uma bota bem confortável.


Hospede-se em um cruzeiro ou hotel

É possível optar pelas viagens feitas por navio, ou ficar hospedado em um hotel de selva. Tudo dependerá da experiência que você quiser viver. No cruzeiro, a viagem percorre longas distâncias, você dorme em vários lugares diferentes e visualiza diversas paisagens.

A embarcação mais conhecida é o Iberostar Grand Amazon, com capacidade para 150 pessoas. Para quem busca uma opção mais reservada, tem os serviços da Amazon Clipper Cruises, que abriga 16 pessoas e possui cabines com beliches.

Em hotéis de selva você encontrará o conforto de uma excelente e exótica infraestrutura. Algumas construções são feitas nas próprias copas das árvores e você pode até se deparar com um macaco ou uma anta na sua varanda quando sair para o café da manhã. Não é demais?

Os hotéis de selva mais conhecidos são: Juma Amazon Lodge, Cristalino Lodge, Amazon Eco Park e Anavilhanas Jungle Lodge. Todos oferecem uma programação de atividades diárias, traslado e refeições. O Tiwa Amazonas Eco Resort fica bem próximo de Manaus: são apenas 15 minutos de lancha. Além disso, ele possui piscina com bar e internet Wi-Fi.


Descubra as belezas da Amazônia

O melhor da Amazônia é estar na Amazônia. Chegando lá, você receberá diversas sugestões de passeios para um roteiro turístico. Durante as incursões na floresta, é possível avistar pássaros, macacos, jacarés, golfinhos e bichos-preguiça. Você ainda terá a oportunidade de visitar a comunidade indígena, interagir e conhecer a cultura deles.

Faça um passeio pela comunidade ribeirinha, conheça também o Teatro Amazonas, o Zoológico, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia, que abriga fotos e vídeos sobre as diversas tribos indígenas que vivem na região. A pesca de piranhas e o tradicional mergulho com os botos cor-de-rosa são muito utilizados pelos turistas. É impossível ficar sem fazer nada quando se está na Amazônia.


Avalie a melhor época para viajar

O período entre dezembro e maio é o mais chuvoso, por isso, os deslocamentos são muito mais acessíveis e existe a possibilidade de fazer percursos maiores, além de passeios de canoa pelos igapós. Do mês de julho até novembro é o tempo da seca, ideal para curtir as praias fluviais, que desaparecem quando o rio está cheio. Enfim, qualquer época é pura adrenalina!


Aprecie a culinária local


A gastronomia da Amazônia é variada e preserva muito da identidade indígena. Os peixes mais consumidos são o tucunaré, tambaqui e o pirarucu, que, quando cozidos, acompanham um pirão feito com farinha de mandioca. As frutas são singulares: cupuaçu, tucumã, pupunha e açaí, entre outras.

sábado, 17 de junho de 2017

Conheça este Spa Barroco da República Tcheca

Mariánské Lázně

 

Caminhando pelo centro de Mariánské Lázně, na região oeste da República Tcheca, a sensação que se tem é de ter sido transportado magicamente no começo do século passado.
Pomposos balneários e parques floridos onde os hóspedes relaxam tomando seus copos de água mineral de uma das lendárias fontes da cidade cuja história relembra a época de seu apogeu, frequentada pelos mais importantes estadistas e artistas  e que até hoje está entre as cidades balneário mais bonitas da Europa.

Créditos: Divulgação/CzechTourism
Ao todo são mais de 100 fontes de águas termais

É difícil imaginar que há dois séculos essa região era um simples vale com bosques fechados e águas borbulhando. No entanto, quando Johann Josef Nehr, médico do mosteiro próximo de Teplá, descobriu os benefícios das águas para a saúde, não demorou para que o spa se desenvolvesse rapidamente.
Passados poucos anos, lá já frequentavam personalidades como Chopin, Strauss, Goethe, Kafka, Freud, Kipling, Edison, Twain e o rei britânico Edward 7º.

50 fontes

Créditos: Divulgação/CzechTourism
Caminhar pelo centro de Mariánské Lázně, na região oeste da República Tcheca, é voltar ao início do século passado

Cerca de 160 fontes emergem das cercanias do balneário e na  própria cidade de Mariánské Lázně se encontram mais de 50 fontes minerais frias que dizem curar doenças dos rins, vias urinárias,  inflamações nervosas, digestivas, respiratórias, pele e do sistema locomotor.
Na maioria dos spas é perfeitamente possível ser mimado por tratamentos completos e relaxar o corpo e a mente. Marienbad é famosa principalmente por belos parques, que a caracterizam e colocam entre as cidades com os mais belos jardins na Europa. Andar aqui sem ser incomodado por qualquer coisa, observar o gotejamento de água de várias fontes e nascentes, inalar o cheiro de flores e árvores floridas ou passar algum tempo tomando café e saborear os excelentes bolachas do spa, são dicas ao viajante.

História e arquitetura

Créditos: Divulgação/CzechTourism
Interior da biblioteca do mosteiro de Teplá

Para quem gosta de história, a dica é explorar os arredores da cidade. O palácio de Kynžvart reúne uma mostra única da arquitetura clássica. Já no magnífico mosteiro de Teplá, fundado no século 12, pode-se admirar sua imponente e bela biblioteca.
Quem preferir passar o tempo livre de forma mais ativa pode visitar o campo de golfe de Mariánské Lázně, o único fora do território da Commonwealth of Nations  que detém o título Royal Golf Club, título concedido pela rainha  Elizabeth 2ª.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conheça outros lugares no Peru, confira

Machu Picchu, Cusco, Lima, e Ilhas Ballestas são alguns dos destinos mais populares do Peru e recebem visitas de milhares de pessoas vindas dos quatro cantos do mundo todos os dias, mas o Peru possuí centenas de atrações imperdíveis, são tantas que algumas acabam sendo “esquecidas” pela grande massa de turistas, que muitas vezes tem pouco tempo para ficar na região e preferem conhecer as principais atrações do país.
Se você estiver indo pro país e possuí um tempinho de sobra ou deseja fazer uma excursão diferenciada, olha só essas dicas de lugares poucos conhecidos no Peru que você precisa visitar:

Reserva de San Fernando

A gigantesca área protegida de San Fernando possuí aproximadamente 154.716.37 hectares próxima ao litoral com paisagens incríveis, sendo possível avistar diversos animais que vivem pela região como focas e pinguins!
Foto: via Flickr – Thaissa1989

Bosque de Pedras de Huayllay

O bosque se encontra a 40km da província de Cerro de Pasco a 4000 metros a cima do nível do mar. A atração é considerado como um dos paraísos naturais do Peru, a área extremamente rochosa com pedregulhos com formatos exóticos e tamanhos diferentes foi formado através de milhares de anos pelo vento, água e o deslocamento dos glaciares da região.
Foto: via Flickr – zug55

Sarcófagos de Carajía

Localizado na região amazônica, os sarcófagos medem em torno de 2,5m e possuem formas humanas. As peças foram encontradas pelo arqueólogo peruano Federico Kauffman Doig no distrito de Luya.
Foto: Edgar Asencios

Caleta San José

A Caleta de San José é considerada uma das melhores praias do Peru, essa maravilhosa parte do litoral peruano fica próxima de Arequipa, cidade considerada como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Foto: Rio Cañete

Huancaya

Este belo lugar se localiza na cidade de Yaucos bem próximo de Lima e chama atenção pela coloração do Rio Cañete, que forma diversas cachoeiras e lagoas de águas cristalinas na região.
Foto: Franti Huaman

Rúpac

Conhecido como Machu Pichu Limenho, esse incrível sítio arqueológico se encontra no topo de uma montanha em Huaral a 8 horas de Lima.
Foto: Margerie David

Cañon de los Perdidos

Lugar ideal para amantes de caminhadas e aventuras, o Canyon dos Perdidos fica no meio do deserto no distrito de Santiago em Ica. Para conhecer a região é necessário a contratação de um guia, já que o lugar está localizado em uma região inóspita e sem sinais que indicam caminhos.
Foto: Marc Cobelens
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