terça-feira, 14 de maio de 2019

Indochina Vietnã, Laos e Camboja



Lugares apaixonantes, história, hábitos e tradições milenares, paisagens diversas, gastronomia exótica baseada no arroz e na fusão de temperos e iguarias, coloridos mercados de rua, espiritualidade de sobra, e um povo pra lá de hospitaleiro que estampa sua alegria em cada sorriso e gesto de receptividade.

A grande península na fronteira entre Índia e China, no sudeste asiático, é conhecida como Indochina e apresenta uma fantástica possibilidade de viagem multicultural entre Laos, Camboja e Vietnã, países que reúnem simultaneamente caos e serenidade.

Todos eles guardam um triste histórico de guerra no passado, mas hoje oferecem hotéis de primeira linha, SPA´S que merecem uma longa visita, construções e templos grandiosos e um enorme fascínio que só o oriente ainda é capaz de provocar.

A terra é extremamente fértil e irrigada pelo lendário Rio Mekong, o maior e mais importante da região; e, individualmente, cada um desses países revela suas magias e surpresas, como a bela Baía de Halong, no Vietnã, as cachoeiras e passeios de elefante no Laos ou o surpreendente sítio arqueológico de Angkor no Camboja.


Sugestão – Finalize esta viagem de forte expressão cultural em uma das remotas praias da região. Lugares como a baía de Ninh Van, no Vietnã, ou Krabey Island no Camboja, abrigam os aclamados hotéis Six Senses em meio a deslumbrantes e exclusivas paisagens.

Camboja – O reino arqueológico


Ele é muito menos disputado do que seus vizinhos, mas tem uma história de arrepiar.

Depois de descer até o inferno entre os anos de 1975 e 1979, quando esteve sob o controle do Khmer Vermelho, que liderado pelo tirano Pol Pot tratou de dizimar quase metade de sua população, o Camboja em constante reconstrução merece a visita: tem uma oferta de paisagens naturais estonteantes – como as tranquilas praias pouco difundidas para um mundo que só tem olhos para o mar da Tailândia – e tem sua joia mais preciosa no sítio arqueológico de Angkor.

Este verdadeiro deleite arquitetônico foi a maior cidade pré-industrial do mundo com aproximadamente um milhão de habitantes entre os séculos IX e XV e mantém hoje mais de mil templos conservados e espalhados em meio à floresta, incluindo o maior monumento religioso já construído, o Angkor Wat, que estampa a bandeira nacional e integra a lista da UNESCO de Patrimônios da Humanidade.

Tudo isso no quintal da pequena e vibrante Siem Reap, onde se saboreia uma aromática gastronomia, o agito toma conta da vida noturna e o povo não economiza em sorrisos.


Laos – O tesouro da região


Preservado por sua localização sem saída para o mar e hoje livre de guerras, o Laos é um encantador oásis em meio ao frenesi dos demais países do sudeste asiático.

Suas terras e seu povo preservam muito de sua cultura e proporcionam experiências genuínas aos viajantes, como a participação no ritual de oferenda aos monges que ocorre diariamente ao nascer do sol em Luang Prabang.

Pacata, com habitantes acolhedores, templos budistas, galerias de arte, cafés e bistrôs que sobreviveram à influência francesa, a cidade transborda um charme inusitado.

Passeios de barco pelo imponente Mekong, revitalizantes banhos nas quedas de águas turquesa de Kuangsi Falls, caminhadas pelos mercados locais.

Tudo sem pressa. Luang Prabang é assim, para ser explorada com calma, num ritmo lento para um aproveitamento máximo.


Vietnã – A Terra do dragão


Os típicos chapéus em forma de cone ganharam o país para além das incontáveis plantações de arroz.

Tornaramse sua marca registrada e estão por toda parte: nos vendedores de rua, nos chefs dos restaurantes e nas cabeças dos turistas encantados com esta terra cheia de magia e de paisagens deslumbrantes.

Apesar das feridas da guerra com os Estados Unidos, os vietnamitas são receptivos e sorridentes e mal perecem se lembrar deste passado recente.

Na capital Ho Chi Minh é possível visitar o Delta do Mekong, cenário das batalhas mais sangrentas, e o sistema de túneis de Cu Chi, utilizados para surpreender os americanos durante os combates.

Mas engana-se quem pensa numa cidade destruída. A antiga Saigon é hoje cosmopolita e moderna.

Hanói, palco de ruas barulhentas e tomadas pelo transito caótico das milhares de motos em meio a quase nenhum semáforo, tem na gastronomia o seu grande destaque.

Tours a pé levam o viajante a deliciosas degustações dos aromáticos e temperados pratos típicos.

É também ponto de partida para a belíssima Halong Bay, ou “baía onde desceu o dragão”.

Reza à lenda que o animal mitológico correu para se esconder nas águas e sua cauda afundou na terra, criando vales alagados entre montanhas que emergiram a superfície.

Ali o clima desacelera e a natureza aparece em todo o seu esplendor nas mais de 3 mil ilhas de calcário que brotam do idílico mar verde esmeralda.


Fonte Matéria e Texto: https://blog.venturas.com.br/indochina-vietna-laos-e-camboja-a-fascinante-indochina/

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Arraial d’Ajuda, tudo sobre o vilarejo, confira

Um pequeno vilarejo com muito charme e praias, Arraial d'Ajuda, município de Porto Seguro tem muito o que fazer.

Se a ideia é relaxar em diversas praias, fazer fotos de dar inveja e admirar a natureza exuberante do Brasil, Arraial d’Ajuda, no litoral sul da Bahia, é a melhor escolha. O vilarejo é perfeito para quem gosta de sossego, mas que não abre mão de uma vida noturna animada.
Arraial D’Ajuda é um destino pé na areia e suas ruas não são asfaltadas. Então, guarde o tênis na mala ou sapatos na mala. Ponha o chinelo e parta rumo à variedade de belas praias que o local oferece.

Como chegar em Arraial d’Ajuda

 

Saindo de Porto Seguro

É preciso pegar a balsa que sai da centro da cidade e atravessa o rio Buranhém. A travessia dura cerca de cinco minutos.
Dá pra chegar até a balsa de ônibus (que parte da rodoviária de Porto Seguro), carro ou táxi. Ao chegar em Arraial d’Ajuda, há a opção de pegar um táxi ou as vans que circulam pela cidade.

A partir de Trancoso

Se você vai de carro, pegue a Estrada de Trancoso (BA-001) com destino a Arraial d’Ajuda. Se vai de ônibus, há empresas que fazem o trajeto, e há ainda a opção de pegar um táxi ou uma van.
Vale lembrar que a balsa funciona 24h por dia e é cobrada apenas na ida, seja de carro ou a pé. A frequência das saídas é menor durante a noite. O tempo de travessia é uma boa deixa para fotos e observação das paisagens que aparecem no horizonte.

Como se locomover

Se a sua ideia é andar por Arraial d’Ajuda, você vai encontrar várias opções de comércios, supermercados e farmácias, principalmente na região central.
Pra facilitar a sua vida, em Arraial existem várias vans que transitam por toda a região e cobram cerca de R$ 2 a passagem.

Quando ir 

Para aproveitar bem as praias, a vida noturna e pegar aquele bronzeado, o ideal é visitar Arraial ir no verão. Porém, se sua ideia é pegar as praias mais tranquilas, visite o destino na baixa temporada.

O que fazer

Além das praias, o local oferece vida agitada na rua do Mucugê, com baladas, restaurantes e lojas, sem contar as apresentações musicais na rua. Se a ideia é economizar na alimentação, uma dica é comer na região da Praça da Igreja, no centro histórico.

Rua Mucugê

Mucugê é o nome da rua mais famosa – e charmosa – de Arraial d’Ajuda. Cheia de restaurantes, bares e lojas que vendem roupas e artesanato local, a rua fica bastante animada à noite. Vale a pena passar um tempo lá para conhecer a gastronomia local e provar os deliciosos sorvetes da região.
O lugar fica cheio de visitantes na alta temporada e a vida noturna nos bares começa cedo, mas acaba tarde. É lá que fica o Beco das Cores, local que reúne lojas, restaurantes e apresentações de música ao vivo para quem não está com pressa e pretende aproveitar bem a noite.
Os mais atentos notarão frases e poemas escritos em vitrines, muros e bancos de concreto ao longo do caminho. Além de bonitas e coloridas árvores, como os flamboyants.
Não passe por ali sem provar um delicioso crepe ou aproveitar as promoções de caipirinhas dos bares.
 

Centro Histórico e Igreja Matriz

Outro ponto de parada obrigatória para o visitante é o Centro Histórico de Arraial d’Ajuda, onde se destaca a formosa Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda. Construída entre os anos 1549 e 1551, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Seu interior é um lugar que esbanja riqueza histórica e cultural. Observar os detalhes de sua cúpula e assistir a uma missa pode ser uma boa ideia.
Os mais curiosos descobrirão que atrás da igreja há um mirante que oferece uma vista panorâmica de Porto Seguro e toda a Estrada da Balsa, além do rio Buranhém, na divisa entre Arraial d’Ajuda e Porto Seguro.

O Centro Histórico de Arraial d"Ajuda com a Igreja Matriz 
O Centro Histórico de Arraial d”Ajuda com a Igreja Matriz – Foto: Renata Monteiro

A vista é de tirar o fôlego. Lá de cima dá para ter uma boa noção do porquê a Bahia é um destino tão escolhido por brasileiros e estrangeiros. As paisagens são lindas e o clima tropical ajuda a elevar os ânimos até dos turistas mais carrancudos.
Ao lado do mirante há também um muro coberto por milhares de fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim. Faça um pedido e amarre a sua ali, enquanto admira o verde intenso do mar lá embaixo.
Ao redor da praça da igreja há inúmeras casinhas coloridas e muitas lojas de artesanato e souvenires. Aproveite para comprar chaveiros, cangas coloridas, bolsas, camisetas com expressões locais estampadas e artigos de couro legítimo.
Cachaças, geleias, doces e outros produtos locais também podem ser encontrados nas lojas da região. E depois de um passeio cultural, nada melhor do que aproveitar o visual exuberante da natureza do destino.
O Centro Histórico com suas lojinhas e o Cristo Redentor a noite - Foot: Carlos Alkmin
O Centro Histórico com suas lojinhas e o Cristo Redentor a noite – Foot: Carlos Alkmin
A vista do Mirante enfeitado pelas fitinhas do Senhor do Bonfim - Foto:  Pingo_
A vista do Mirante enfeitado pelas fitinhas do Senhor do Bonfim – Foto: Pingo_

Melhores Praias em Arraial d’Ajuda

As praias de Arraial d’Ajuda chamam a atenção pelo fato de cada uma ter suas características próprias e diferentes.

Praia do Pitinga

A praia da Pitinga oferece cenários paradisíacos, com vegetação abundante ao redor, areia macia e pequenas lagoas de água doce. Cenário que dá a impressão de o turista estar em uma ilha deserta.
Praia da Pitinga em Arraial d'Ajuda - Foto: Max
Praia da Pitinga em Arraial d’Ajuda – Foto: Max

Praia do Apaga Fogo

Já a praia do Apaga Fogo é conhecida por oferecer boas condições para banho. É a primeira praia chegando de Porto Seguro.  
É lá que fica localizado o Arraial d’Ajuda Eco Resort, parque aquático com diversas opções de brinquedos e hospedagem pé na areia.
O local ainda oferece bangalôs, alta gastronomia e espaço para convenções e eventos, com capacidade para até 600 convidados em formato auditório.

Praia de Taípe

A praia de Taípe, quase chegando em Trancoso, surpreende pelas falésias que a circundam e pela areia branca, apresentando poucas barracas no local.
O Arraial d'Ajuda Eco Resort  na Praia do Apaga Fogo - Foto: Divulgação
O Arraial d’Ajuda Eco Resort na Praia do Apaga Fogo – Foto: Divulgação
Praia de Taípe em Arraial d'Ajuda - Foto: Porto Seguro Turismo
Praia de Taípe – Foto: Porto Seguro Turismo

Praia do Mucugê

Para os que preferem praias mais frequentadas, Mucugê e Pitinga são boas opções para conhecer novas pessoas e sentir a energia dos visitantes. É a principal praia de Arraial d’Ajuda. 
Basta descer a Rua do Mucugê, em Arraial d’Ajuda, e em poucos minutos estará na praia de mesmo nome. Para os mais preguiçosos, há a opção de pegar um mototáxi, um táxi ou uma van.
Nesta praia é possível escolher uma cadeira em meio às inúmeras barracas e restaurantes, pedir uma água de coco e desfrutar da vista do mar, sentindo o vento que refresca até os dias mais quentes.
É o cenário ideal para passar o dia lendo, ouvindo música ou tirando uma soneca. Se der sorte, o visitante poderá nadar nas piscinas naturais formadas pela maré baixa.
Praia do Mucugê em Arraial d"Ajuda
Praia do Mucugê em Arraial d”Ajuda

Praia do Espelho

A praia do Espelho, localizada a duas horas de distância do centro de Arraial d’Ajuda, já em Trancoso. Também tem sua natureza preservada, águas cristalinas e não é cheia de turistas.
Para fazer os passeios e chegar às praias mais distantes do centro de Arraial d’Ajuda (como a Praia do Espelho, por exemplo), há inúmeras agências de viagens na cidade que buscam e deixam o visitante em seu local de hospedagem.
É bom reservar os passeios com antecedência, visto que há dias da semana específicos para as saídas, conforme o destino desejado. Os guias entendem bastante sobre os locais dos passeios e muitos deles deixaram sua vida nas grandes cidades para viverem no destino baiano.
Praia do Espelho - Foto: Viagem e Turismo
Praia do Espelho – Foto: Viagem e Turismo

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Convento de São Paulo em Vila Viçosa convertido em hotel



O edifício do antigo Convento de São Paulo, em Vila Viçosa (Évora), vai ser alvo de uma transformação total. O imóvel, onde funcionou a fábrica Sofal e está desde o final do século XX devoluto e em avançado estado de degradação, vai ser agora convertido num hotel de luxo, num investimento de 20 milhões de euros. O projeto de arquitetura já foi aprovado e as obras estão previstas para arrancar em setembro deste ano e ficar concluídas em 2021.

O consultor imobiliário da empresa Paulo Borges adiantou à agência Lusa que já foi adquirido o imóvel do antigo mosteiro, situado no Largo D. João IV, no centro da vila alentejana, para ser transformado num hotel de “cinco estrelas plus”.

Segundo o consultor da “Aureum Group”, com sede no Porto, investidores estrangeiros, com coordenação desta empresa, vão investir no novo empreendimento hoteleiro, que chega ao mercado com a chancela “Royal S. Paulo Hotel Resort” e deverá gerar cerca de 100 postos de trabalho.

A empresa do Porto, segundo conta ainda a agência de notícias, está a investir em Portugal, no negócio da hotelaria, através da recuperação de imóveis históricos.

No caso de Vila Viçosa, o projeto de investimento compreende a reabilitação do edifício do antigo convento, construído em 1590, que será transformado num “resort de luxo e spa”, com 70 suites, um spa, piscina exterior e interior, dois restaurantes, jardins e ‘villas’.

Construído no século XVI, o edifício, classificado como monumento de interesse municipal, já sofreu várias alterações arquitetónicas e teve diversos usos, como unidade fabril da Sofal, dedicada à refinação de azeites e moagem de farinha.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Bento Gonçalves, principal região vinícula do Brasil


Na principal região vinícola do Brasil, Bento Gonçalves tem roteiros que combinam enoturismo, história, gastronomia e experiências exclusivas do período da vindima, que provam que a Serra Gaúcha não é um destino só de inverno.
Considerada a capital nacional do vinho, a cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, recebeu mais de um milhão de turistas no ano passado. O enoturismo é o principal atrativo do destino, mas não a única opção: Bento tem cinco roteiros turísticos muito bem estruturados, que envolvem também história, mesas fartas e a vida no campo. Muito mais do que conhecer vinícolas e provar vinhos, visitar essa parte da Serra Gaúcha é embarcar em uma viagem pelas heranças culturais dos imigrantes que fizeram esse destino ser o que ele é hoje.
Foto por Patrícia Chemin
A tradição de cultivar uvas na região começou no século XIX com os primeiros colonos italianos, que produziam vinho para consumo próprio. A tradição atravessou gerações, tanto que muitas vinícolas continuam administradas pelas mesmas famílias. Hoje, a Serra Gaúcha concentra 85% da produção nacional de vinhos, com quase 30 mil hectares de área cultivada e um destaque especial para os espumantes, cuja qualidade é reconhecida internacionalmente.
Vinícolas: passeios e degustações
Uma viagem para Bento Gonçalves tem a seguinte garantia: você vai beber e comer muito bem. Nessa linha, nada é mais icônico do que visitar as vinícolas da região – há dezenas delas para escolher. Entre as de grande porte estão nomes famosos, como Aurora e Salton, esta localizada no Distrito de Tuiuty.
Foto por Patrícia Chemin
Com mais de 100 anos de história, a Salton encanta os visitantes logo na chegada, quando se deparam com uma imponente construção e um belo jardim. No tour, conheça o processo de produção do vinho e explore o labirinto das caves subterrâneas, um ambiente todo especial guardado por estátuas de anjos e envolvido por cantos gregorianos. Ao final, uma degustação aguarda os visitantes.
Já as vinícolas menores têm investido cada vez mais em experiências únicas. Os proprietários – geralmente membros de uma mesma família – estão diretamente envolvidos no dia a dia da vinícola e fazem questão de receber os visitantes.
No Distrito de Faria Lemos, a Cristofoli proporciona vários tours únicos, como passeios guiados pelos parreirais com degustação de espumantes com vista para a serra. Há também almoços e jantares harmonizados e um romântico piquenique privativo, o único do tipo na Serra Gaúcha, feito em um edredom estendido sob a sombra dos parreirais.
Além de visitar os vinhedos, na Cainelli, vinícola localizada em Tuiuty, é possível fazer jantares harmonizados e cursos de degustação, que acontecem no porão da antiga casa da família, erguida em 1929 com uma estrutura de pedras basálticas. No andar superior, existe um museu que recria como eram as casas da época, com móveis e objetos originais dos primeiros imigrantes da região.
Verão com experiências da vindima
A Serra Gaúcha é sempre lembrada como um destino de inverno, mas a mais importante época do ano para as vinícolas é o verão. Quando as videiras estão carregadas de uvas suculentas, entre os meses de janeiro e março, é a estação da vindima, período de colheita da fruta. Em 2018, a temporada oficial em Bento Gonçalves vai até 18 de março.
Foto por Patrícia Chemin
Quem visita o destino nessa época pode participar de atividades especiais em várias vinícolas, como a pisa das uvas e a própria colheita. O Grupo Giordani, empresa referência no turismo da Região Uva e Vinho, organiza o roteiro “Fascínios da Vindima”, que propõe uma imersão na cultura do vinho e das vinícolas familiares, com um toque de história dos imigrantes.
Tudo começa na Vinícola Cainelli, onde acontece a maior experiência típica. Equipados com chapéus e cestos de palha, os visitantes seguem para o parreiral para a colheita das uvas, que é acompanhada por um grupo que entoa e toca as antigas canções italianas da época dos colonos. Depois, parada para um saboroso “merendin” entre as videiras, um lanche tradicional reforçado com polenta, salame, queijo, pão, torta tirolesa e, é claro, vinho e suco de uva.
Foto por Patrícia Chemin
Um “tuque-tuque” (veículo agrícola) leva os visitantes para a pisa das uvas – as mesmas que eles acabaram de colher. Não tenha receio de sujar os pés – além de ser muito divertido, é também relaxante. Em seguida, o grupo segue para visita e curso de harmonização de vinhos com queijos e chocolates na Salton.
Guarde um espaço para o almoço típico italiano na Cristofoli, servido em meio às antigas pipas de vinho. O menu completo, que envolve ingredientes da região e pratos como massa fresca e polenta mole, é acompanhado por vinhos e espumantes da vinícola.
Um passeio pelo Vale dos Vinhedos
A maior parte das vinícolas de Bento Gonçalves está no Vale dos Vinhedos, que guarda 70 km² de belas paisagens de extensos parreirais. Os vinhos produzidos por lá são os únicos no Brasil com a Denominação de Origem, que conferem a identidade do local e a excelência de seu terroir.
Nessa rota turística, há mais de 30 vinícolas, além de pequenas propriedades rurais e familiares, restaurantes de culinária típica – como o Giordani Gastronomia Cultural –, pousadas, hotéis e lojas de artesanato e de delícias como queijos e doces. É só seguir a estrada e fazer paradas em cada empreendimento.
Foto por Patrícia Chemin
No Vale dos Vinhedos está a sede da Miolo, maior produtora de vinhos finos do Brasil. Quem visita a vinícola pode conhecer as caves e os parreirais e fazer um curso de degustação. Além disso, no tour “Vindima no Vale” do Grupo Giordani Turismo, acontece a pisa das uvas e um tradicional merendin na Miolo durante a época da colheita.
Foto por Patrícia Chemin
Outro lugar de destaque no Vale dos Vinhedos é o Spa do Vinho, luxuoso hotel do grupo Marriott. Cercado por parreirais próprios, foi concebido para se integrar à região e possui a maior adega de vinhos do Brasil em um hotel. Ideal para quem busca experiências únicas, tem em sua estrutura, além do Spa, o elegante Restaurante Leopoldina, piscina e terraço com vista panorâmica para os vinhedos.
Vinho e nostalgia sobre trilhos
Mais conhecida como “trem do vinho”, a Maria Fumaça da Serra Gaúcha é uma das atrações mais queridas e populares da região. Os passageiros embarcam em um nostálgico passeio por lindas paisagens ao longo de 23 km entre Bento Gonçalves e as cidades vizinhas de Garibaldi e Carlos Barbosa. Em cada estação, é feita uma parada para tomar vinho e suco de uva, ao som de música italiana.
Foto por Divulgação / ALESI DITADI
A novidade para 2018 é o L’Essenza del Vino, passeio especial que acontece no último vagão do trem e inclui um mini curso sobre um tema do mundo dos vinhos, com degustação de alguns rótulos e harmonização com produtos locais.
Foto por ALESI DITADI
O ingresso para o passeio de Maria Fumaça inclui visita ao parque temático Epopeia Italiana, uma experiência imersiva e emocionante que mostra toda a jornada dos imigrantes que chegaram à Serra Gaúcha há 140 anos.
Herança italiana nos Caminhos de Pedra
De 1875 a 1914, o Rio Grande do Sul recebeu cerca de 80 mil italianos, que receberam do governo lotes na serra. Com recursos escassos, os primeiros imigrantes tiveram que construir suas casas com as pedras basálticas encontradas na região. As paredes foram erguidas apenas com as pedras encaixadas, sem cimento ou algo do tipo.
Foto por Patrícia Chemin
Algumas dessas casas sobreviveram ao tempo e ainda se encontram bem preservadas. Hoje, são propriedades rurais que abrigam de vinícolas a restaurantes, pousadas e outras atrações. Em São Pedro, distrito de Bento Gonçalves, há mais de 20 casas do tipo, que integram o roteiro Caminhos de Pedra ao longo de uma estrada de 12 km. É uma verdadeira viagem ao passado.
Foto por iStock / Samuel Azambuja Kochhan
No caminho, há uma série de placas para indicar as atrações, o que facilita a vida do turista. Cada uma das paradas é preparada para receber os visitantes com passeios e experiências únicas, além de uma contação de histórias para ficar na memória, pois ali mora um povo que tem orgulho de mostrar suas origens.
Uma das casas de pedra mais antigas do roteiro é a da Cantina Strapazzon, pequena vinícola que oferece um tour com degustação de vinhos e produtos coloniais. Original de 1880, a casa foi cenário para várias produções da TV e do cinema, como o premiado filme brasileiro “O Quatrilho”.
Foto por Patrícia Chemin
Outras atrações do Caminhos de Pedra incluem a Casa do Tomate, a Casa da Erva-Mate e o Parque da Ovelha. Nesta última, você pode vivenciar os afazeres de uma fazenda de ovinos, como pastoreio, ordenha, tosquia e amamentação de filhotes de ovelhas, o que encanta tanto crianças quanto adultos.
Para o almoço, não faltam opções. A gastronomia da região de Bento Gonçalves se baseia em refeições muito bem servidas, com fortes influências da cozinha italiana. Pratos típicos incluem sopa de capeletti, tortéi (massa com recheio de abóbora) e outras massas frescas, galeto assado na brasa, polenta mole e, de sobremesa, sagu de vinho.
Foto por Patrícia Chemin
No Restaurante Casa Ângelo, construção que data de 1889, o almoço é um farto rodízio com uma sequência de risotos, massas e carnes. Esse tipo de refeição é bem popular no destino e pode ser encontrada em vários restaurantes.
Como chegar
O Aeroporto de Porto Alegre recebe voos regulares de várias cidades brasileiras, principalmente do Sul e do Sudeste. Depois, siga de carro ou ônibus até Bento Gonçalves, um trajeto de 115 km.
Onde ficar
Hotel Vinocap
Hotel & Spa do Vinho
Hotel Laghetto Viverone Bento
Onde comer
Cobo Wine Bar
Casa Ângelo – Estr. p/ São Pedro, 26, Caminhos de Pedra
Casa DiPaolo
Giordani Gastronomia Cultural
Mais informações em: bento.tur.br e giordaniturismo.com.br
Texto por: Patrícia Chemin. A jornalista viajou a convite do Grupo Giordani Turismo.
Foto destaque por: EMERSON RIBEIRO

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Cavernas do Peruaçu, Minas Gerais


Um destino extremamente esplêndido, com cenários que parecem ser de outro mundo, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu está localizado ao norte do estado de Minas Gerais e se trata de um lugar de absoluta fascinação e admiração, principalmente entre pesquisadores, por conta de atrações que datam há milhões de anos, possuem imensa importância histórica e, o que mais surpreende, ainda se encontram muito bem preservadas. Entre algumas das mais curiosas e maravilhosas paisagens que essa importantíssima unidade de conservação abriga estão pinturas rupestres pré-históricas ainda muito estudadas, sítios arqueológicos e, é claro, assim como sugere no nome do Parque, as famosas cavernas de tamanha imponência que deixa qualquer um boquiaberto.



Para explorar a maioria dessas atrações, principalmente cavernas e sítios arqueológicos, a melhor maneira – além de ser a mais prática e, é claro, divertida para conhecer o máximo possível sem perder muito tempo – é através das trilhas, que percorrem os principais cenários do Parque, sem contar que, desta forma, você poderá entrar em contato direto com a natureza, que inclui diferentes biomas (Cerrado e Caatinga) e flora e fauna com espécies em extinção.

Por exemplo, uma das trilhas mais famosas é também a que leva a uma das principais atrações e cartão-postal do Parque, a Gruta do Janelão, uma enorme caverna que abriga a maior estalactite do mundo. Outra trilha imperdível é do Arco do André, um pouco mais desafiadora que a da Gruta do Janelão devido a suas subidas e descidas íngremes, mas que vale muito a pena para admirar as imponentes cavernas e seus mirantes naturais de tirar o fôlego.



Já para quem prefere caminhadas mais leves e que envolvem as curiosas e extraordinárias pinturas rupestres pré-históricas, as trilhas da Lapa dos Desenhos é um passeio que não pode ficar de fora de sua lista, pois é o melhor ponto de todo o Parque Nacional para observar as mais conservadas e diferenciadas pinturas, que estão gravadas em cores ainda totalmente vívidas nas paredes rochosas das cavernas. É um verdadeiro museu a céu aberto!



Para chegar até o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, você pode optar por ônibus ou carro (de qualquer forma, o acesso é muito fácil) a partir da cidade de Januária, que fica apenas a 45 quilômetros de distância; já para quem precisar pegar voo até lá, o aeroporto mais próximo é o de Montes Claros, a 200 quilômetros da entrada do Parque.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Linda Ilha de Formentera na Espanha

Formentera é uma das quatro Ilhas Baleares espanholas, assim como Ibiza, Maiorca e Menorca e, por favor, não deixe de ir conhecê-la se estiver na badalada Ibiza (a única forma de chegar lá e a garantia de ilha preservada e nada de turismo em massa).
Você só chega lá de barco (rapidinho!). Vai ter de acordar relativamente cedo, se considerar que Ibiza nunca dorme, mas valerá a pena quando você vir aquele mar do Mediterrâneo cristalino e de águas quentinhas na alta temporada.
Formentera é cheia de celebridades, mas consegue ser tranquila e relaxante, ao mesmo tempo, para quem buscar aliviar o stress – um pouco de descanso do frenesi de Ibiza.

Como se locomover por Formentera?

Chegando no porto de La Savina, você pode optar por alugar uma scooter, um carro, uma bicicleta ou rodar de ônibus.
A ilha é pequena e as praias têm pouca infraestrutura turística. Vai da preferência de cada um o meio de locomoção que mais agradar. Ela é grandinha se você quiser conhecê-la toda de bicicleta. Então, só alugue uma se sua intenção é ficar por até Ses Illetes mesmo.
A opção menos agradável é o ônibus, pois costumam demorar muito parar passar e vamos combinar que esperar no sol quente não é legal.
Existem táxis na ilha, mas é a opção menos em conta de todas.

Praias

Vá a Ses Illetes! Somente ela já terá valido toda a viagem. Tem restaurantes, cadeiras de praia e aquele mar cinquenta tons de azul indescritível. De cara, é a mais bonita e a que vale passar mais tempo. Ses Illetes é a praia!
Na verdade, por ser uma ilha, Formentera é uma sucessão de pequenas praias que formam uma só, apenas variam os nomes das faixas de areia. As praias do norte da ilha até Ses Illetes, como Es Caval den Borras e Llevant, podem ser acessadas a pé ou de bicicleta, o que facilita muito o passeio e o orçamento.
Já para acessar Cala Salona, do outro lado da ilha,  é preciso descer por uma escada. Tem um restaurante na parte superior e um pequeno bar, que só funcionam na alta temporada.
Es Caló vale a pena a parada pelo restaurante de mesmo nome instalado lá, mas, se tiver pouco tempo, curta as praias. Lembre-se do horário de volta do barco/ferry!
Por fim, a praia Es Pujols, ponto central da ilha, perto do porto, com barzinho pé na areia e onde se encontram a maioria das hospedagens. É onde você você vai encontrar o comércio local e um calçadão cheio de barzinhos, mas lembre-se: Formentera só é Formentera no verão! É quando a magia acontece.
Tenha certeza de que você irá se encantar por Formentera. Então, mesmo tendo as sunset parties, as festas à noite, as after parties, arrume um tempo, abra mão de alguma (ou não!), vá sem dormir, durma no barco, mas não deixe de ir à Formentera!

Curiosidades

Você sabia que Formentera também foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco? E que a cristalinidade de suas águas está relacionada a uma planta subaquática que funciona como um depurador natural, mantendo sua beleza? Lugar encantador, programe-se para uma próxima viagem.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Um roteiro completo com os melhores lugares do leste europeu

O leste europeu povoa nosso imaginário de viajante como uma bela alternativa aos roteiros mais conhecidos pela Europa clássica. Os contrastes culturais e as construções imponentes fazem dessa rota um saboroso e rico destino de férias.
No passado, essa área foi palco de intensos conflitos de grandes impérios como o austro-húngaro e o turco-otomano. Sofreu também com as duas grandes guerras mundiais, foi fortemente influenciada pela União Soviética, pela Guerra Fria e pela queda do muro de Berlim.
Todo esse abalo sísmico geopolítico fez renascer países carregados de histórias e cenários interessantíssimos que extrapolam as páginas dos livros de espionagem. Neste post, apresentamos as principais cidades para colocar em um roteiro pelo leste europeu, e damos dicas para planejar a sua viagem. Confira:

Berlim: o futuro que não esquece seu passado


Berlim é uma cidade europeia rica em história.
Apesar de geograficamente ser considerada muito mais “Europa Central” do que a região leste, Berlim costuma encabeçar nossas viagens por esse lado do mapa-múndi.
De todas as grandes capitais do velho continente, talvez só Berlim tenha uma capacidade inata de se reinventar de tantas maneiras diferentes. Depois da unificação da Alemanha e da queda do muro nos anos de 1980, a cidade se transformou na meca dos movimentos culturais de vanguarda e, hoje, tem renovado a cena gastronômica da Alemanha.
Ela é uma cidade tão plural que não cabe em uma única visita, e talvez este seja seu maior trunfo: é preciso mais de uma viagem para conseguir desvendá-la por completo.

Praga: a cidade dos suspiros apaixonados


As paisagens de Praga encantam os turistas.
Praga é uma das cidades mais visitadas do leste europeu, e não é à toa. É quase impossível não cair nos clichês sobre suas belezas e magias.
Uma vez em Praga, deixe-se levar pelos caminhos do centro histórico até seu famoso castelo. Para fotografar seus cenários lindos com pouca gente na rua, coloque o celular para despertar bem cedo e aproveite os cliques na Ponte Carlos, um dos cartões postais mais românticos da República Tcheca, num dos raros momentos em que ela ainda está vazia.

Viena: uma valsa pelas tradições austríacas


A Ópera de Viena, ao entardecer.
Viena é uma das cidades mais clássicas e elegantes de toda a Europa. Com tradicionais bailes de gala e palácios imperiais, ela ganhou fama graças a seus grandes museus (os acervos são incríveis!), sua arquitetura imponente e sua cultura erudita.
Para muitos, isso pode soar como um destino inacessível. Ledo engano! Nas últimas décadas, Viena vem se transformando em uma metrópole vibrante e animada, sem abrir mão do seu passado cheio de valsas e concertos de música clássica, que a fazem ser uma das grandes atrações de um roteiro pelo leste europeu.

Budapeste: iluminada por natureza


A cor amarela chama a atenção na arquitetura de Budapeste.
Amarelo: se Budapeste pudesse ser definida em uma paleta de cores, sem dúvida, os tons de amarelo reinariam soberanos. Principalmente o amarelo ouro que reluz dentro do Parlamento Húngaro e o amarelo escuro que ilumina os principais monumentos históricos às margens do Danúbio e o Castelo de Buda.
A cidade, dividida pelo emblemático rio Danúbio e pelas regiões Buda (centro histórico) e Peste (área mais moderna), é um belo destino do leste europeu cuja arquitetura e história deixam nossos olhares deslumbrados. E também faz a alegria dos fotógrafos profissionais e amadores, principalmente durante as noites, que partem para a Ponte Széchenyi Lánchíd para tentar captar, com suas lentes,lentes, um pouco da beleza húngara.

Varsóvia: caminhando pelas notas tranquilas de Chopin


O centro histórico de Varsóvia é um cartão-postal do leste europeu.
Se, ao pensar na Polônia, as primeiras imagens que aparecem são guetos e frio, é hora de mudar essa chavinha. Apesar do seu passado triste, tanto pela ocupação nazista quanto pela tomada soviética, o país é belo e amistoso.
Embora Varsóvia não renegue seu passado marcante mostrado em filmes clássicos, ela faz questão de mostrar uma faceta jovem, desenvolvida e longe da imagem sisuda mantida pela antiga União Soviética.
Ao percorrer todo seu centro histórico, fica um pouco mais claro porque, apesar de Frederic Chopin ter vivido em Viena e depois em Paris, sua grande paixão sempre foi a cidade de Varsóvia.

Liubliana: dragões e castelos de contos de fada


Paisagem colorida em Liubliana, na Eslovênia.
Impossível pensar na Eslovênia sem uma visita à sua simpática capital, Liubliana. A cidade se orgulha por ser reconhecida como uma das capitais mais verdes da Europa, graças às suas inúmeras iniciativas de preservação do meio ambiente.
Lá encontramos um dos castelos mais antigos do país, o mercado central cheio de coisas saborosas e vários bares de cervejas artesanais, além de muitos prédios históricos que contam o passado nem tão recente do país.

Algumas sugestões de roteiro pelo leste europeu e Europa Central

As combinações de roteiros pelo leste europeu e pela Europa Central são infindáveis. Antes de bater o martelo e fechar seu itinerário, leve em consideração quantos dias que você tem disponível e quais são as melhores formas de se deslocar entre um destino e outro. Essas informações são importantes para definir quanto tempo será preciso para seguir do ponto A ao ponto B e se esse caminho será feito de trem, ônibus, carro alugado ou avião.  
Apesar de também ser considerado como “Europa Central”, a primeira rota que pensamos quando o assunto é leste europeu engloba a trilogia perfeita Berlim – Praga – Viena (com direito a conhecer também Dresden, Český Krumlov e Bratislava). Reserve quatro dias para cada cidade grande e volte cheio de boas recordações na mala.

A cidade de Dresden, na Alemanha, também pode ser incluída em um roteiro pelo leste europeu.
Com mais dias sobrando, a combinação Berlim – Praga – Viena pode receber o acréscimo da imponente capital da Hungria, Budapeste.
Querendo acrescentar um pouco da história simbólica da Polônia nesse caldeirão cultural, coloque Varsóvia e Cracóvia entre Berlim e Praga.
Um roteiro de viagem pelo leste europeu pode seguir ao infinito e além, se expandirmos o mapa para países como a Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia e Montenegro, na região dos Bálcãs, e Romênia, Rússia e Ucrânia, que ficam ainda mais ao leste.

Dicas básicas para planejar seu roteiro pelo leste europeu

A regra essencial para uma viagem perfeita pelo leste europeu é caprichar na fase de planejamento. Dedique um tempo antes do seu embarque para estudar as regiões a serem visitadas e procure conhecer mais sobre seus hábitos e costumes.
Nem pense em viajar sem confirmar todas suas reservas.
Foi-se o tempo em que ficar procurando vaga de hotel em hotel e chegar à estação sem as informações necessárias fazia sentido. Ninguém aqui quer correr o risco de perder o trem ou ficar sem um quarto bacana só porque esqueceu de fazer a reserva, não é mesmo?

sexta-feira, 29 de março de 2019

Conheça as Belezas da Velha Jerusalém

Se você está prestes realizar o sonho de conhecer a Cidade Velha de Jerusalém, vou te dar um roteiro completo que você pode incluir em suas férias por lá. Com a lista pronta do que ver e fazer, a viagem fica mais fácil e você aproveita melhor seu tempo e não perde nada, já que lugares maravilhosos para conhecer é o que não vai faltar na Velha Jerusalém.
Com construções históricas e lugares que são considerados sagrados, a cidade realmente meche com a gente não tem como não se impressionar com sua história e com tudo que já se passou nela, e para que você tenha seu tempo bem aproveitado vou te mostrar alguns lugares incríveis que precisam estar no roteiro de qualquer turista que visite a Cidade Velha de Jerusalém.

Conheça O Domo da Rocha

 



Foi aqui onde Abraão quase sacrificou seu próprio filho, também onde o Templo de Salomão teve e onde o Templo de Jerusalém que foi reinado por Herodes também já esteve. Outro ponto imperdível do lugar é os túneis que foram encontrados quando o estado de Israel foi construído, através dessas passagens você consegue ter acesso a boa parte do Muro das Lamentações. É uma experiência inesquivável que você não pode deixar de conferir.

Visite O Bairro Cristão

 



Para visitar não só esse bairro mais os outros que vou citar, é legal você reservar algumas horas para não perder nenhuma das atrações. No Bairro Cristão, existem diversas igrejas lindas e capelas pequenas de diferentes denominações, lojas que vedem imagens e outros objetos, mesmo que você não seja um cristão você vai gostar de conhecer a Via Dolorosa que começa no Portão do Leão que no total são cerca de 14 estações, que foi o caminho que Jesus Cisto passou quando carregava a cruz e passou pelos momentos de crueldade antes de sua crucificação, como chicotadas e o seu julgamento. Quando o caminho acaba você vai chegar na Igreja do Santo Sepulcro, que foi erguida no morro em que Cristo foi sepultado e ressuscitado.

Caminhe Pelo Bairro Judaico

 



Pelo Bairro Judaico você vai encontrar diversas bandeira de Israel, lindas Sinagogas, palmeiras e claro Judeus ortodoxos com vestes típicas com seus sobretudos pretos e aqueles chapéus característicos.
É nesse bairro que está a principal avenida da cidade chamada Cardo, que é dês dos tempos romanos e bizantinos e conserva muitos tesouros arqueológicos como o Muro das Lamentações que é dividido entre três partes, a dos homens, mulheres e a parte mista, também preserva os pilares romanos e os Túneis do Muro das Lamentações.

Bairro Muçulmano

 



O Bairro Muçulmano é o maior bairro por lá e também o mais movimentado, Já que o grande mercado e as diversas tendas onde você encontra de tudo. Em toda barraca ou no mercado que você entrar, a regra é pechinchar e não fique com receio os vendedores por lá já esperam por isso e até acham estranho se você não pedir nenhum desconto.
Nas barracas você encontra lindas porcelanas, peças diferentes e vários modelos de narguilés, o ideal é que você deixa para visitar essa parte do bairro no final do dia, já que com certeza você não vai resistir e vai acabar comprando algo, e para não ir com o peso das compras para toda parte deixa pra ir por ultimo.
Visite o Domo da Rocha que é o monumento Islâmico mais antigo do mundo, e cinda continua intacto! Na construção existe uma grande cúpula dourada, que foi construída no século 8 e o Domo completo é impressionante, é um lugar que você precisa ir para conhecer. A Mesquita de Al-Aqsa, por mais ficam no bairro Cristão, são controlados pelos muçulmanos e só é permitida a entrada para muçulmanos.
Conheça alguém que curta viajar como você